domingo, 27 de dezembro de 2015

Meta cumprida! Dobramos a meta...

Fim do ano está aí e com ele a conclusão da meta de leitura de 2015. Durante o ano todo, eu deveria realizar a leituras de determinados livros, os quais me comprometi a ler conforme este post realizado.
Cada um dos livros inclusos naquele post foram lidos e ganharam post no blog, porém, não fiquei restrito somente àquela lista. Também li muitas coisas bacanas ao longo do ano e muitos deles ganharam postagem. Os posts referentes aos livros da meta de leitura de 2015 são os seguintes:

A Luneta Âmbar, lido em janeiro.
Convergente, lido em fevereiro.
Anjo, a Face do Mal II: Ceifadores, que foi lido em abril.
O Nome do Vento, lido entre maio e junho.
O Circo da Noite, lido em junho.
O Hobbit, que foi lido entre junho e julho.
O Temor do Sábio, lido em outubro.
Trilogia do Mago Negro, composto pelos livros O Clã dos Magos, A Aprendiz, O Lorde Supremo, lidos entre novembro e dezembro.
Conforme concluí o desafio, fiquei pensando em ser mais ousado para a meta de leitura de 2016 e decidi que a meta seria dobrada. Ou quase... Separei 18 livros para este novo desafio. Nele coloquei vários livros que tenho há anos e ainda não parei para dedicar meu tempo à eles.
A lista é composta por livros únicos, uma duologia e uma saga. Tomei cuidado para colocar dois escritores brasileiros, de dois clássicos da nossa literatura.
Os livros são:
1) Golem e o Gênio, de Helene Wecker. Ganhei este livro da Darkside este ano e estou ansioso para lê-lo.
2 e 3) Os dois volumes de Infinity Ring: Um Motim no Tempo e Dividir e Conquistar, do James Dashner.
4) A Escrava Isaura, do brasileiro Bernardo Guimarães. Esta obra será um tipo de releitura, pois já li algumas partes do texto completo na escola, mas nunca li a obra completa de uma vez só.
5) Quincas Borba, é outro livro brasileiro, do escritor Machado de Assis. Este nunca tive contato e, como ganhei de minha irmã, junto com A Escrava Isaura, resolvi colocá-los nesta lista.
6) Lugar Nenhum, de Neil Gaiman. Apesar de ter outros livros dele, resolvi começar por este. Espero que seja interessante...
7) O Coração dos Heróis, do australiano David Malouf, também entrou na lista.
8) A Estrada da Noite, é o oitavo da lista. É de autoria de Joe Hill. Não tenho nenhuma ideia do que se trata o livro.
9) Outro livro incluso nesta lista é O Último Homem Bom, de A.J. Kazinski. Este livro foi um presente do meu amigo Maicon, e estou com muita vontade de realizar esta leitura. É um dos maiores livros da lista.
10) A Fúria dos Reis, do grande George R.R. Martin, é o segundo volume da saga As Crônicas do Gelo e Fogo. Este é o maior livro da lista e estou com muita vontade de ler, mas o tamanho me assusta um pouco, mesmo depois de já ter lido A Guerra dos Tronos.
11) Um dos meus primeiros livros foi Marley & Eu, de John Grogan. Apesar de já o ter há anos, e ter sobrevivido nas mãos de uns e outros, nunca consegui ler. Este é o motivo para ele estar nesta lista.
12) J.R.R Tolkien também marca presença na meta de leitura de 2016 com O Silmarillion.
13-18) Os seis livros restantes fazem parte da série Os Imortais, da escritora Alyson Noël. É composto pelos livros Para Sempre, Lua Azul, Terra de Sombras, Chama Negra, Estrela da Noite e Infinito. Esta série foi uma das primeiras que comprei, mas também não consegui ler na época e acabou ficando para trás. Agora é a vez dela.

Estes são os livros que me comprometo a ler no próximo ano, mas também não ficarei refém somente deles. Pretendo ler outras coisas no decorrer do ano.
Quem quiser acompanhar minhas leituras e a minha meta, basta me adicionar no Skoob, estou sempre atualizando minhas leituras por lá, e também no Instagram, onde sempre posto a foto do livro que pego pra ler. Não esqueça de seguir o Blog Paginando pela guia "Followers" ou "BP no G+", aqui no site.
Há algum livro que está nos seus planos para 2016? Conte nos comentários.
Até a próxima página!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Trilogia do Mago Negro

Como meta de 2015, estava a trilogia da escritora Trudi Canavan, que me chamava a atenção por sempre estar nos destaques de algumas lojas virtuais. Composto por O Clã dos Magos, A Aprendiz e O Lorde Supremo, esta trilogia conta a trajetória de Sonea, uma garota que morava dentro dos muros do reino e que acabou sendo expulsa para a favela junto com sua família. A favela, localizada fora dos muros da cidade, era governada pelos espertos e corruptos, onde todos deviam se cuidar como podiam. Enquanto dentro dos muros ficavam os ricos e magos do clã, fora deles, ficavam os fracos, pobres e ladrões.
Todos os anos, é realizado uma espécie de seleção de moradores da cidade, que é conhecida como Purificação. Neste processo, as ruas da cidade dentro dos portões são "limpas". Nessa limpeza, os moradores de rua, ladrões e os mais pobres são enviados para a favela.
Após ser expulsa numa das Purificações, Sonea acaba descobrindo ter poderes mágicos, algo inédito naquele mundo, onde somente as pessoas que possuem um dom forte para magia eram treinadas para se tornarem magos. Essas pessoas eram das famílias das Casas, ou seja, dos ricos e poderosos que viviam no reino.
O reino é composto por vários países, formando as Terras Aliadas, que foi formada após uma guerra entre os magos e que acabou devastando uma grande parte de Sashaka. Após esta guerra, a magia negra é banida do uso e tornada totalmente proibida. Até mesmo a história daquela terra fora reescrita omitindo qualquer tipo de menção à tal tipo de magia.
No primeiro livro, O Clã dos Magos, Sonea se descobre com poderes mágicos e acaba sendo perseguida pelos magos do clã. Neste livro conhecemos como funciona a política de cada um dos lugares: o clã, a favela, os reinos, as hierarquias. Também conhecemos sobre os magos e os ladrões. Em sua maior parte, o livro descreve a tentativa de se manter segura e escondida dos magos, contando com a ajuda dos ladrões. Ao ser capturada, ela acaba descobrindo um segredo obscuro pelo Lorde Supremo: o rei dos magos que está somente abaixo do rei na hierarquia local. Durante a leitura de sua mente, esse segredo acaba sendo revelado e aí a trama dos livros começa a ficar densa.
No segundo livro, A Aprendiz, Sonea acaba se convencendo a ficar no clã para estudar magia e aprender, principalmente, a capacidade de cura, com o intuito de, um dia, poder ajudar os moradores da favela. O trajeto acadêmico de Sonea pela universidade acaba se tornando desagradável quando os alunos e alguns professores não admitem que uma "favelada" esteja aprendendo magia entre eles. Dentre estas pessoas, Regin acaba se destacando como um pária na vida de Sonea.
Conforme ela avança nos estudos e se mostra superior até mesmo que alguns professores, Regin arruma uma gangue para infernizá-la, atacando-a quando ela estivesse sozinha. Em paralelo a isso, a trama envolvendo o Lorde Supremo começa a se desenvolver e a ficar mais interessante, onde Rhoten, Dannyl e Lorlen começam a investigar o passado do líder dos magos, e Sonea, que tinha como tutor dos estudos o mago Rhoten, acaba ganhando outro tutor.
É o melhor livro da trilogia.
Em O Lorde Supremo, Sonea continua seus estudos e acaba descobrindo mais segredos sobre o Lorde Supremo, ao mesmo tempo em que aprende certas magias que não deveria. Seu envolvimento com essas descobertas acaba levando-a a ser expulsa do clã e ser exilada para Sashaka, o reino mais próximo fora das Terras Aliadas, onde vivem os conhecedores de magia negra. Quando o clã descobre que os sashakanos estão invadindo Kyralia para acabar com o clã que devastou suas terras no passado, Sonea retorna para tentar ajudar os magos a salvar sua terra natal.
O início da história é um pouco lenta, se desenvolvendo aos poucos. Quando pega ritmo, fica muito divertida. Porém, seu final é decepcionante.
O desenvolvimento da história perde muitos momentos bacanas com revelações antes da hora. E isso ocorre o tempo todo. Poucos são os momentos que surpreendem o leitor. Outro problema é o uso de personagens desnecessários. Salvo algumas ligações que o leitor faz com alguns destes personagens e sua pequena importância (que estão nas entrelinhas). Ademais, poderiam ser descartáveis.
O romance incluído no final do livro foi outra coisa que poderia não existir. Além de soar forçado e sem graça, não fez o menor sentido. E o final do livro, que deveria ser épico, passa apagado e rápido demais. Inclusive, no final deste livro, acontece algo que fica totalmente sem explicação! Um mago que estava morto, aparece do nada, tem uma participação e no capítulo seguinte é reafirmado que ele estava morto realmente.
A história toda poderia ter se passado em um único volume se tivesse sido enxugada para o que realmente importa na trama.
E a edição brasileira é um caos! Erros grotescos da língua portuguesa estão por todo o livro. Há momentos em que não se sabe se a personagem está falando ou se é um trecho contado pelo narrador. Até os anexos, onde há as explicações para os termos utilizados no livro, acabam sendo divergentes com o que é utilizado no texto. Por exemplo, no texto é utilizado o termo "moço" para designar um homem homossexual, enquanto no dicionário do livro o termo deveria ser "mina de ouro". Não faz o menor sentido.
Fiquei um tanto decepcionado, mas admito que o meio da história, entre o final do primeiro livro e o início do terceiro, houveram momentos muito bons. A escritora tem bastante a melhorar no desenvolver de suas histórias, principalmente nos quesitos suspense e mistério.
O que você achou desta trilogia?
Até a próxima página!

*Imagens retiradas da internet, com exceção da imagem que contém os 3 livros, que foi retirada do meu instagram: @brunobolner .

sábado, 12 de dezembro de 2015

Erebos: O Jogo da Morte

Já imaginou um jogo que interage em tempo real com o jogador, respondendo perguntas, procurando respostas, que sabe cada passo seu, monitorando-o "quase" o tempo todo? Erebos (O Jogo da Morte, no Brasil), de Ursula Poznanski, nos dá uma ideia de como isso seria.

"Em uma escola nos arredores de Londres, começa a circular um misterioso objeto de forma bastante sutil. Ninguém comenta a respeito e os alunos começam a ficar um tanto misteriosos, faltando frequentemente as aulas ou aparecendo na escola com cara de quem não dormiu muito. Nick consegue uma cópia e descobre que o misterioso objeto é um jogo de computador: Erebos. As regras do jogo são bem rígidas e quem as viola é eliminado, sem poder voltar a jogar. A partir daí, Nick e Sarius começam a vivenciar o que todos os que jogam Erebos passam, com desafios bastante peculiares, mesclando ficção e realidade."

A trama parece simples, e de fato é, mas é mais do que parece ser. Os protagonistas da história são Nick e Sarius. De início, somos apresentados a Nick e, como ele, não temos muita noção do que está acontecendo na escola. Assim, a autora vai nos inserindo na trama de forma natural, nos envolvendo aos poucos e criando toda a atmosfera. Ela faz isso muito bem e nem percebemos, até que não conseguimos mais largar o livro.
Ele procurou na área de trabalho o ícone do Erebos, um simples E amarelo, e clicou sobre ele. Por uma fração de segundos o cursor se transformou em uma ampulheta, assumindo depois sua forma normal. E foi tudo.
Erebos é um jogo que está bombando, mas que, ao mesmo tempo, ninguém fala dele. As regras são simples e devem ser cumpridas, senão é morte certa. Dentre elas, não se pode falar sobre o jogo com quem não joga; as conversas entre os jogadores devem acontecer apenas quando uma fogueira estiver acesa; nunca contar o nome de seu personagem fora do jogo e nunca mencionar seu nome durante a jogatina; deve-se jogar sempre sozinho, em um computador pessoal; os desafios devem ser cumpridos, senão o jogador é punido, inclusive com a eliminação; quem sair do jogo não pode mais jogá-lo.
Devido a estas regras, muitas dúvidas surgem. Ficamos curiosos para saber que personagem da realidade controla quem no jogo. Quem será Colin? Ou BloodWork? Sapujapu? Algumas perguntas que levantamos durante a leitura, são levantadas também por Nick, e isto nos aproxima mais, criando uma empatia pelo personagem. Essas regras, também, são responsáveis por algumas passagens bem bacanas.
Os fatos se sucedem entre os acontecimentos do jogo e da vida real. Os desafios impostos pelo game brincam com quem está jogando, organizando atividades que exigem coragem para se realizar e que bloqueiam o jogo, caso não se realizem, obrigando o jogador a realizá-la para continuar no game. E se você não realizar uma atividade, o jogo saberá que você não a cumpriu. ~~tenso~~ Podemos fazer uma analogia entre este aspecto e o que vivenciamos hoje em dia, com grandes empresas sabendo muito mais da vida das pessoas, do que elas próprias, dando a sensação de estarmos sempre sendo vigiados. É algo a se pensar, hein!

- [...] "E como é estar morto?".
-"É solitário. Ou cheio de fantasmas. Quem é que vai poder dizer? [...] Se eu lhe perguntasse 'Como é estar vivo?', o que você responderia? 'Cada um vive de sua maneira'. Da mesma forma, cada um tem sua própria morte. [...] Sem dúvida, você vai saber um dia como é.".

Os personagens da trama não são muito aprofundados. Acredito que a autora optou por isto, para tornar a leitura mais fluída e criar uma espécie de jogo de videogame em forma de palavras, prendendo o leitor e criando a sensação de estarmos realmente dentro do jogo. Este é um dos pontos mais bacanas da história, pois o leitor fica imerso na história, como se estivesse jogando ao ler O Jogo da Morte, ou, pelo menos, ter a sensação de estar assistindo alguém jogar. Apesar de personagens rasos, o desenvolvimento deles é linear. Todos evoluem juntos. Por Nick ser o personagem central, recebe mais atenção e cuidado, contudo, Jamie, Emily, Adrian, Brynne e os demais são tão bem tratados quanto ele. E é através de Nick, inclusive, que somos apresentados a Sarius e é aí que a imersão no MMORPG se faz. Os personagens vão sendo inseridos na medida necessária para o desenvolvimento da história. Todos cumprem seu papel, por menor que ele seja.
Em relação aos cenários, são bem descritos, porém sem muitos detalhes, mas que permitem nos transportar para dentro dos acontecimentos e vivenciar tudo aquilo com imagens nítidas na imaginação.
Com um final bem interessante, desvendando os grandes mistérios do jogo, e levando à uma situação que já esperávamos, da metade para o final do livro, Poznanski conclui sua obra muito bem. Nenhuma pergunta fica sem resposta, em uma história com início, meio e fim bem definidos e amarrados.

- Eu quase sempre estou com o regulamento, veja, aqui diz: "Você pode falar com os jogadores junto às fogueiras, quando estiver jogando.". Ela pegou um isqueiro, e fez a pequena chama surgir.

Apesar dos problemas de edição, que aumentam conforme a história vai terminando, é um livro bacana, um entretenimento muito bom, que diverte do início ao fim.
O Jogo da Morte, de Ursula Poznanski, ganhou o prêmio Youth Literature Award da Alemanha em 2011, com uma trama que envolve jogos de videogames, mistério e aventura, recomendado para quem gosta de uma história bem desenvolvida, criativa e divertida.



Créditos
Texto: Bruno Bolner
Revisão e Imagens: Juninho Lima
Este texto foi escrito originalmente para o site Co-op GeeksClique aqui para ir à publicação original.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Leituras & atualizações: Nov/2015

Novembro foi um mês mais calmo, comparado com outubro. Enquanto no mês do horror li bastante coisa sobre o tema, inclusive com várias postagens aqui no blog, em novembro as leituras tomaram rumos variados.
A primeira tarefa realizada foi a conclusão de A Tumba e outras histórias, do ilustre H.P. Lovecraft. Confesso que esperava um pouco mais, porém, mesmo com um dedo de desagrado, as histórias do autor são muito boas. Este livro me deixou com vontade de ler O Chamado de Cthulhu, mas, como não tenho este livro ainda, ficará para outra hora. Escrevi um post sobre alguns dos contos deste livro para o movimento do mês do horror: 3 contos de Lovecraft.
Depois de concluir o conjunto de contos de Lovecraft, parti para o início da conclusão da minha meta de leitura de 2015. Para cumprir a meta, preciso ler a Trilogia do Mago Negro, de Trudi Canavan. Fiz a leitura do primeiro volume, O Clã dos Magos, e iniciei o segundo volume. Neste livro 1, conhecemos a história do mundo criado por Canavan, onde existem magos que vivem em sociedade, em meio às pessoas normais mais ricas, e existem os pobres que moram fora dos muros da cidade. Neste ambiente conhecemos Sonea, que descobre ter poderes mágicos, além de ser a única fora das famílias ricas a descobrir ter este dom.
No livro 2, A Aprendiz, os mistérios levantados no livro anterior são continuados, porém, aqui temos mais personagens e a história se torna mais divertida, pois temos várias ramificações da história. E tudo indica que vai acontecer algo bem interessante. Minhas suspeitas estão levantadas e acredito que Akkarin pode ser um cara "legal" no final das contas. Quem quiser acompanhar minhas impressões sobre esta história, pode me seguir ou me adicionar como amigo no Skoob.
Neste mês também consegui ler alguns mangás. Entre eles, One Piece #5, de autoria de Eiichiro Oda, foi um dos mangás lidos. A história conclui o arco envolvendo o capitão Kuro e sua trama de enriquecer às custas de Kaya. Achei bem bacana e deu início à um novo arco, onde os integrantes do grupo pirata de Luffy chegam à um restaurante no meio do mar.
Outro mangá que li foi Uzumaki, de Junji Ito, o mestre do horror oriental. Nesta história bizarra, dividida em 3 volumes, uma cidade começa a sofrer com situações inusitadas onde as formas se assemelham a espirais. Resolvi ler pois escrevi 5 Mangás de Horror que são de arrepiar! para o Co-op Geeks e bateu aquela saudade. Também saiu um post bem bacana sobre a mente brilhante e insana de Junji Ito lá no site. Vale a pena conferir!
As atualizações do mês foram as seguintes:
Leituras de Outubro & Atualizações que conta com todos os livros lidos em outubro e os posts realizados no site. Se você for fã de histórias de terror, pode encontrar os links para as postagens reunidas nesta publicação.
O Último Olimpiano foi o post que encerrou a jornada de Percy Jackson aqui no site. Pelo menos em relação a série Percy Jackson e os Olimpianos.
Qual o temor do Sábio? é o post onde comento minhas impressões sobre o maravilhoso livro O Temor do Sábio, de Patrick Rothfuss. Se você gosta de uma história divertida, envolvente e bem escrita, esta série é ideal para você!

Por hoje é isto. Até a próxima página! ;)

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Qual o temor do Sábio?

O Temor do Sábio dá continuidade à história de Kvothe, com a mesma, senão melhor, qualidade do primeiro volume. Patrick Rothfuss é incrível em sua escrita e no desenrolar de sua história. É perceptível o cuidado que ele tem nas descrições dos ambientes e dos acontecimentos, assim como na construção dos personagens e dos diálogos, que são sempre muito bonitos e até inspiradores.
Há também o cuidado do autor em não colocar elementos desnecessários na história, o que torna esse universo ainda mais fantástico. Desde a caracterização dos personagens até o mais simples detalhe em uma cena, são bem colocados a fim de dar mais beleza na história e, claro, para deixá-la mais interessante. Esses pequenos detalhes são um charme que acabam se mostrando muito mais do que realmente são.
A construção do enredo é maravilhosa, com interrupções em momentos certos para deixar que o leitor acabe ficando mais curioso. Tais interrupções também se tornam interessantes e deixam a curiosidade tomar conta. Afinal, o que será que acontecerá nos dias atuais, após todos aqueles acontecimentos dos interlúdios?
O Nome do Vento dá início à história Kvothe. Esse primeiro livro é basicamente o que o protagonista conta para o cronista em seu primeiro dia de narrativa. Neste segundo livro, Kvothe volta a narrar sua história em mais um dia. Porém, como pode-se perceber pelo tempo que eles têm, a história contada acaba tendo um maior número de fatos, ao contrário do livro anterior, em que o protagonista contou sua história em um número menor de horas. Isso também é perceptível no tamanho do livro, que acabou passando de 656 páginas para 960. Mas nem por isso, por ter quase 300 páginas a mais que o anterior, a trama se torna lenta e arrastada.
A escrita do autor possibilita uma leitura fluente, rápida e, ao mesmo tempo, agradável e de fácil compreensão. O número maior de páginas acaba sendo um presente ao leitor, pois a história que é contada é tão incrível e fantástica que fica impossível encontrar momentos que são entediantes. Sempre há alguma coisa bacana acontecendo (ou que aconteceu na vida de Kvothe) e que faz o leitor ficar mais ligado à história.
Enquanto Kvothe narra sua história, outros acontecimentos também ocorrem no tempo atual, os chamados interlúdios, onde o autor passa a narrar os acontecimentos do tempo atual, envolvendo o protagonista, seu aprendiz Bast e com o próprio cronista. Esses fatos estão inseridos em momentos diversos durante o livro e nos deixam com a pulga atrás da orelha. Não há como tentar adivinhar o que o autor está preparando para o final dessa história. O que fica óbvio é que chegará um momento em que Kvothe encerrará sua história chegando ao tempo atual, e acabará acontecendo alguma coisa que mudará a vida dele novamente.
Estes interlúdios também serviram para me deixar com uma desconfiança grande acerca de Bast. Por mais que Kvothe confie nele e ele demonstre estar querendo ajudar seu professor, os capítulos finais dos dois livros que envolveram ele, acabaram me deixando intrigado com seu verdadeiro interesse.
Outra coisa que é bastante interessante neste segundo volume é a expansão do mapa, pois Kvothe acaba conseguindo um emprego e precisa viajar para Vintas e Ademre, onde conhecemos outros costumes e culturas. Também é entre estas viagens que conhecemos o mundo dos Encantados.
Para encerrar, a edição está ótima, quase completamente sem erros. A capa é linda, assim como a anterior, e o melhor, a história vale a pena. O Temor do Sábio é uma aventura fantástica, interessante e muito bem desenvolvida. Mesmo não sabendo o nome do vento e conhecendo o temor do sábio, este livro consegue cativar e envolver de uma forma que há muito eu não sentia. Depois da saga Harry Potter, se tornou a minha preferida!
Peço que leiam esta trilogia e compartilhem comigo suas experiências. Vamos conversar...
Ah, é provável que façam uma série ou filme, os direitos já foram comprados e está em pré-produção, então é melhor ir se preparando hein ;)

Veja também o post sobre O Nome do Vento.

Até a próxima página!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O Último Olimpiano

Para encerrar a série de Percy Jackson e os Olimpianos, este post será sobre O Último Olimpiano, o quinto livro da série.
Neste livro, Percy, Annabeth e Grover enfrentam os ataques dos fiéis de Cronos. Sabem que suas chances de vencer são pequenas, mas não podem desistir. Com uma vitória do maior dentre os Titãs, todo o planeta poderá ser destruído, e Cronos está muito forte e tem aliados bastante poderosos. Tífon é um dos seus aliados e é usado como uma distração ao verdadeiro ataque aos meio-sangues e deuses do Olimpo.
Enquanto a guerra acontece nas ruas de Manhattan, a grande profecia que envolve o aniversário de 16 anos de um semideus, também revela a quem sempre esteve relacionada e a grande ligação com o caminho deste herói.

A escrita de Riordan é de fácil compreensão e a leitura flui muito rápida. As palavras são simples e as frases não são complexas. Apesar disso, é difícil acompanhar alguns momentos desta história, pois alguns pontos ficam um pouco confusos. Talvez isso tenha acontecido porque me distraí em algumas partes devido ao meu desinteresse.
Este livro deveria ser um épico final para a saga, mas acabou deixando um pouco a desejar, na minha opinião. É um livro muito bom, mas que não conseguiu definir seu final de forma que surpreendesse. Até alguns personagens e situações pareceram serem inseridas de forma forçada para concluir alguma ponta solta que tinha ficado.
Por ser a grande batalha da trama toda, há muita coisa acontecendo rápido demais, muitos momentos frenéticos, mas nem todos os momentos ficaram bacanas. Apesar de deixar a curiosidade tomar conta do leitor, alguns momentos deixam um gostinho de "poderia ter sido melhor".
Os momentos mas engraçados da série, em sua maioria através de Grover e Percy, são reduzidos ao extremo. Mas isso já era de se esperar, pois a guerra está em seu ápice e nossos personagens precisam mostrar inteligência e coragem para não serem derrotados. O humor fica um pouco de lado, mas é totalmente compreensível.
Apesar de não ser uma conclusão que eu esperava ser épica, foi bem bacana e satisfatória. Meu preferido da série continua sendo o terceiro volume, A Maldição do Titã.

Leia também os outros posts da série:

O que você achou do final desta história? O que você acha da série Percy Jackson e os Olimpianos?
Até a próxima página!

*imagens retiradas da internet

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Leituras de Outubro & Atualizações

O leituras do mês + atualizações está no ar. Com o mês do horror a todo o vapor, tivemos vários posts bacanas e leituras divertidas.
Consegui concluir o livro O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss, que faltava pouco para ser concluído. Este livro é fantástico e vai ganhar post aqui no blog logo, logo. Fiquem de olho. Ele esta na minha meta de leituras de 2015, então DONE! \o/
Após a história de Kvothe, iniciei a ler o primeiro volume do Diário de um Zumbi do Minecraft - Herobrine Books. Confesso que achei que seria bem bacana, mas não é lá grande coisa. Tirando algumas tiradas engraçadas, que dá pra contar nos dedos, o livro é sem graça. Talvez divirta uma criança que está começando a aprender a ler. Ganhei este livro em um sorteio no Skoob, e quem quiser me seguir lá, clique aqui.
Aí eu resolvi entrar no clima do mês do horror de vez e peguei O médico e o monstro - Stevenson, para ler. Achei muito bom e muito bem escrito. O suspense em torno dos dois protagonistas é muito bem desenvolvido e o desfecho da história é ótimo! Gostei muito deste livro e recomendo.
Em seguida, li Frankenstein - Mary Shelley. Outra história muito bem desenvolvida e interessante. Aqui vemos nuances no caráter das personagens que questionamos quem realmente é o monstro e quem é o mocinho. Shelley fez um bom trabalho. E pra quem acha que o nome do monstro é Frankenstein, favor, ler o livro!
Psicose - Robert Bloch, foi outra surpresa para mim. Achei incrível e, enquanto lia, conseguia enxergar as cenas do filme de Hitchcock. Mesmo sabendo no que iria dar, o suspense é mantido durante todo o livro e sendo revelado somente nos últimos capítulos. Sensacional.
Por fim, porém não menos importante, iniciei a leitura de A tumba e outras histórias - HP Lovecraft. Não consegui concluir a leitura em outubro, mas consegui ler boa parte. Gostei muito dos contos dele e fiquei com muita vontade de ler O chamado de Cthulhu.

As atualizações do site se deram, então, pelas leituras realizadas em outubro:

Também saiu um texto com alguns mangás do tema e que foi ao ar no site Co-op Geeks. Deixo claro que não é um top com os melhores mangás do tema, mas alguns que são interessantes. Dê uma visitinha por lá, leia o post 5 Mangás de horror que são de arrepiar e conheça um pouco do nosso site.

Este é o leituras do mês + atualizações. Deixe seu comentário com os livros que leu em outubro. Até a próxima página!

sábado, 31 de outubro de 2015

3 Contos do Lovecraft

Para celebrar o Halloween e fechar o mês do horror com chave de ouro, aqui vai um post sobre alguns contos de HP Lovecraft. Nada mal hein?! Separei 3 contos bacanas que conheço dele para esta data e espero que vocês se interessem e conheçam um dos grandes nomes do horror e da fantasia escrita.

A Tumba
O primeiro conto que escolhi foi A Tumba. Este é uma das maiores obras do autor e é muito interessante, pois nos transmite a certeza de algo, quando tudo não passou de imaginação. Somos colocados como protagonista e acabamos vivenciando a história de forma tão imersa que, ao conhecer o final, ficamos com aquela sensação de impotência por saber que aquilo aconteceu, mas que ninguém acredita. É agoniante.
A história é narrada pelo próprio protagonista, o qual já sabemos de cara que ele está confinado em um "asilo para loucos", em suas próprias palavras. Sua história inicia quando era jovem e descobriu uma tumba em uma casa da vizinhança. Muitas histórias sobre a casa são contadas e que ela é assombrada, devido à tragédia que ocorreu há muitos anos.
Esse protagonista conheceu esta casa e a tumba e começou a frequentar o lugar, visitando-o quase todos os dias. Durante muito tempo, a tumba havia ficado fechada, porém, ele consegue violá-la e conhece seu interior, onde vivencia coisas estranhas. O motivo das suas visitas é que ele se sentia mais acolhido e "em casa" enquanto estava lá.
O conto é curto e merece seu tempo dedicado à ele. É bem escrito e seu final é tão interessante quanto o início e o meio. O conto completo é de presentear os olhos.

O Horror em Red Hook
O segundo é O Horror em Red Hook, um dos mais conhecidos. Este é um conto um pouco mais longo e, nem por isso, menos interessante. É uma mistura de história policial com pitadas de horror.
Seu conteúdo nos conta uma série de acontecimentos estranhos que ocorreram em Red Hook, onde, um senhor que não falava com ninguém e era esquecido pelos outros, começa a ficar envolvido na migração em massa de pessoas de uma outra região do mundo, ao mesmo tempo em que ele começa a mudar seu jeito e casos de desaparecimentos de crianças se tornam frequentes.
Durante quase todo o texto, é uma história de investigação bem interessante, porém, ao chegar ao seu final, o horror se instala e conclui a trama toda. Talvez por tratar de coisas que, às vezes, vemos na mídia, como seitas secretas, ocultismos e assassinatos, este conto nos passa aquela sensação de insegurança e nos deixa com uma pulga atrás da orelha: será que essas coisas existem?

Aprisionado com os Faraós
Este é um conto que me interessou bastante, pois se passa no Egito, durante uma viagem do protagonista da história. É aquele conto que mexe com a imaginação, pois sempre ficamos tentando imaginar o que poderia ser encontrado nos lugares secretos das pirâmides. Se você também tem essa curiosidade ou tem interesse nesse assunto, este conto vai presentear sua imaginação com uma história bem interessante.
Nosso narrador nos conta que, durante uma viagem ao Egito, teve curiosidade em visitar as pirâmides à noite, para que pudesse adentrar nos lugares proibidos e descobrir seus segredos. É um cara que gostava dos ambientes sinistros e desconhecidos.
Um dia, enquanto caminhava com seu guia turístico, acaba intervindo em uma briga entre seu guia e outro morador local. Ambos resolvem fazer uma luta justa, onde eles deveriam levar pessoas para avaliarem sua luta. Nosso protagonista pede para ir e, quando a luta acaba, todos partem para cima dele, o amarram e começam a descê-lo por uma entrada desconhecida, rumo ao interior de uma das pirâmides. O horror aqui é claustrofóbico e aterrorizante, pois até que o protagonista chegue ao fundo da pirâmide, é terrível saber o que ele está passando. Mas, ao tocar o chão, tudo fica pior, pois a imaginação somada ao sufoco de estar preso num lugar desconhecido e completamente no escuro, com um cheiro pútrido insuportável, torna a experiência mais horrorosa (no bom sentido). O que acontece com ele por lá, cabe a você descobrir.

É isso aí. Fica a dica para você conhecer este autor e suas histórias ótimas que contam com elementos de horror, ficção e fantasia. Quando você conhecer, ou se você já conhece, quero que me conte o que você acha do trabalho desse cara.
Boas leituras e péssimos sonhos. Até a próxima página e feliz halloween!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Psicose


Norman Bates cuida de um motel que já não tem mais a vivacidade de antes, devido à construção de uma rodovia nova, que acabou deixando a antiga rodovia às moscas. Mesmo assim, Norman mantém o lugar ativo, para o caso de alguém se perder e acabar passando por ali. É lucro pra ele e sua mãe.
Em um determinado dia, Marion, que trabalha em uma imobiliária, fica de levar uma quantia grande de dinheiro ao banco, mas acaba pensando em tudo o que já passou na vida e foge com a grana toda.
Ela acaba chegando ao motel dos Bates em uma noite chuvosa, depois de se perder na rodovia. Aluga um quarto para passar a noite e a mãe de Norman não gosta nem um pouco.
A irmã de Marion, acha o sumiço dela muito estranho e vai atrás de Sam, o namoradinho de Marion, para saber o paradeiro dela. Só que ele também não sabe da pretendente e, ambos, vão procurar ela no antigo motel.

O livro de Robert Bloch é uma obra clássica do horror. Não por ter momentos que assustam, mas pela temática que aborda. A psicopatia é trazida à tona de uma forma tão simples e tão sutil, que deixa o leitor beirando a loucura também. Em nenhum momento sabemos bem o que está acontecendo até o capítulo final, e o autor consegue trabalhar muito bem com o que tem até chegar ao ápice da história. Não é a toa que Alfred Hitchcock comprou todos os exemplares que conseguiu ao saber da história, para manter em segredo o que aconteceria no final da trama. Essa empreitada, lhe rendeu uma fortuna, pois conseguiu criar um clássico do cinema e uma das cenas mais icônicas da história: o assassinato à facadas na banheira.
Quem já viu ao filme, vai ter a sensação de estar assistindo a obra-prima de Hitchcock. É incrível como tudo é igual e, mesmo quem já conhece a obra, não vai sair insatisfeito com a leitura. O livro é tão incrível quanto o filme e consegue prender a atenção do leitor o tempo todo.
A escrita é de fácil leitura, o que a torna rápida e fluente, com um desenvolvimento bem arranjado da trama e dos personagens. Por não ser um livro longo, pode ser concluído em algumas horas.
As edições do livro são incríveis também, e dão todo um "quê" a mais na leitura. As imagens com sombras e a numeração dos capítulos sinalizados com as chaves de quartos, ajudam na atmosfera da leitura.
É um bom entretenimento para o final do mês do horror. Ainda mais se fizer dobradinha de livro+filme!
Você que já leu ou assistiu Psicose, o que acha dele(s)? Até a próxima página!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Frankenstein

Frankenstein nasceu das mãos e imaginação de Mary Shelley lá no século XIX, a partir de uma brincadeira entre amigos que consistia em escrever uma história nova. Desta brincadeira, a que mais teve sucesso foi a criada por Shelley.
Antes de mais nada, cabe esclarecer que Frankenstein é o sobrenome de Victor, o protagonista, e ele é o responsável por criar o monstro da história, ao contrário do que todo mundo pensa, que o monstro se chama Frankenstein. Na realidade, a criatura não recebe nome nenhum ao longo de toda a história, sendo tratado, simplesmente, por monstro, aberração, criatura, ou algo do tipo. A caracterização do personagem para os filmes, e etc, também ficam aquém das descrições de Shelley.
A história é contada através de relatos de um homem, que foi fazer uma expedição no Ártico e encontrou o "Frank" perdido por lá. Frank conta toda a sua história para este homem e nós conhecemos tudo isso na forma de cartas trocadas entre o homem e sua irmã.
Frank mora em Genebra com sua família e é muito feliz. Tem uma infância alegre e cheia de amor e carinho recebida por todos. Desde essa idade ele já é bastante inteligente e curioso, chegando a estudar algumas teorias antigas da Natureza Humana. Quando cresce, ele vai para a universidade, onde começa a ter uma relação maior com esses temas e descobre que seus estudos eram baseados em técnicas e conceitos ultrapassados e que não faziam mais sentido. Ele, então, coloca na sua cabeça que irá provar que o que ele estudou não fora à toa. Em meio aos seus estudos, resolve iniciar alguns experimentos e acaba descobrindo como a vida surge. Com esse conhecimento, ele se dedica à um experimento mais avançado e que culmina na criação do monstro.
Quando Frank vê o que ele acabou de fazer, sente-se horrível, repugnado e com nojo de seus estudos e de tudo o que ele fizera, pois percebe a aberração que ele criou. Foge e deixa a coisa para trás.
Depois de um tempo, ele descobre a desgraça que ele decretou a si quando conseguiu realizar seu projeto, pois a criatura se mantém próximo dele e destrói tudo o que ele ama.
Basicamente, a história é essa. Temos um protagonista que no início é muito alegre e feliz mas que, a partir do "nascimento" do monstro, cai na depressão e se torna uma pessoa infeliz. Sempre que suas lembranças o levam à fatídica noite da criação, ele se sente mal e apavorado. As coisas que se sucedem só acrescentam culpa e desgosto na vida de Frank, que se vê culpado por todas as coisas terríveis que a sua criatura faz.
A criatura por si mesma, é bem desenvolvida, dotada de inteligência e capacidade da fala, adquirida durante algumas experiências que ela teve com os seres humanos. De início ela é apenas um ser irracional agindo por uma espécie de instinto, como os animais, e depois que adquire os conhecimentos mais básicos da vida dos homens, se dota de sentimentos e quer se sentir amado e querido, porém, devido à sua horrenda aparência, só vive frustrações e agressões. Cansado de passar por isso e sempre vivendo às escondidas, resolve se vingar e começa a desgraçar a vida de seu criador.
O horror mais sentido durante a leitura está nas descrições iniciais da criatura e na decadência da vida de Frank. O livro é recheado de momentos que transmitem um sentimento de compaixão por ambos os personagens, porém também transmite sensações de repugnância e descrença por eles.
À todo momento, durante a leitura, tive a sensação de que Mary Shelley descreveu as personalidades de um único homem, com seu lado bom e seu lado mal e que em vários momentos acabaram por se mesclarem. Mesmo sabendo que são duas pessoas diferentes, nos parece que o monstro é a personificação de uma das faces de nosso protagonista.
Sobre a edição, encontrei alguns erros gramaticais, mas nada que prejudicasse a leitura, que é rápida e interessante. A escrita e as descrições da escritora são muito boas, conseguindo transmitir o que seus personagens sentem. Meu volume, de bolso, é bastante prático e pode ser levado para qualquer parte. No fim do livro, ainda há um prefácio com algumas explicações acerca da obra de Shelley.
É isso aí, queridos leitores. Boas leituras de horror nesse mês especial e até a próxima página!

domingo, 11 de outubro de 2015

Dr. Jekyll e Mr. Hyde

No livro O Médico e o Monstro, de RL Stevenson, temos uma história muito estranha. Stevenson mescla elementos de horror baseados em investigação criminal, crenças religiosas, mesmo que escondidos no texto, e fatores psicológicos e que desafiam a medicina.
A história é contada pelo ponto de vista de um advogado, amigo de Dr Jekyll. Após ter uma conversa com outro amigo, acerca de uma estranha porta na vizinhança, ele interessa-se pela história contada pelo amigo, lembra do testamento do doutor, que está sob seus cuidados, e o relê, verificando que Jekyll deixará sua herança para o tal Hyde.
Com a preocupação de um amigo, este advogado vai à casa do doutor, pois ele está tendo uma vida mais reservada e não sai muito de casa, e eles tem uma conversa a respeito do testamento e de seu beneficiário. Após isso, acontecem vários fatores que pioram a reputação de Hyde e que acabam por interferir na vida de Jekyll. Depois de um determinado acontecimento, Hyde desaparece e o doutor acaba voltando a ter uma vida mais social. Contudo, de uma hora para outra, Jekyll volta a se esconder em casa e se recusa a receber visitas.
O fim da história não cabe a mim contar, pois, se assim eu fizer, poderá estragar a experiência de quem o ler.
O horror do livro só é revelado em seu final, quando descobrimos o que aconteceu com Dr Jekyll e com o Mr Hyde, porém, durante toda a leitura, o autor nos descreve a aparência desagradável de Mr Hyde e as sensações de repulsa e medo que ele transmite às pessoas que acabam por se encontrar com ele. As suas atitudes também revelam o seu caráter. A verdadeira relação de ambos também só é revelada no final, após uma trajetória instigante e curiosa, revelada por uma carta de Dr Jekyll.
As revelações feitas amarram a trama de forma muito bem feita e trazem à tona uma situação horrorosa, desagradável e muito maluca, porém, com o que é descrito, somos convencidos de que tudo aquilo poderia ser verdade, e é exatamente esse ponto que deixa o livro interessante.
A escrita dele é muito bem feita e o desenrolar da história acontece de uma forma tão natural e bem desenvolvida que é possível nem perceber a riqueza da escrita. É fácil e rápido de ler.
Mesmo que o livro seja curto, podendo ser lido em poucas horas, traz momentos densos e curiosos, tornando a leitura prazerosa e instigante. Vale a leitura para todos os amantes de uma boa história, bem escrita e de qualidade. Recomendo fortemente!
Uma coisa curiosa que achei durante a pesquisa de imagens para o post, é que a aparência de Hyde é tratada, na maioria das imagens, como um ser que parece um monstro realmente, geralmente lobisomen ou vampiro. Na realidade, o que o torna um monstro são suas atitudes e a estranheza desagradável de estar em sua companhia. Durante a leitura, não consegui imaginá-lo como um cara de aparência grotesca e monstruosa. Acho que imagino ele mais parecido com um psicopata, sociopata, do que essa descrição visual que utilizaram para o personagem. Acredito que essa caracterização de Hyde seja para ilustrar o monstro do título, apenas.
É isso então. Está lendo alguma coisa relacionada ao tema horror, terror ou morte? Já leu O Médico e o Monstro? Deixe seu comentário!
O mês do horror só começou e temos tempo para ler algumas coisas horrorosas (no bom sentido, é claro)! Até a próxima página monstruosa!

*imagens retiradas da internet

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Leituras de Setembro & Atualizações

Tardou, mas saiu! Aqui está o leituras do mês.
Setembro foi  o mês em que peguei mais um livro da minha meta de leitura para este ano. E, por ser uma leitura que me dispus a ler até o fim do ano corrente, não posso abrir mão para outras histórias. Porém, mesmo que o livro seja gigantesco, com cerca de 1000 páginas, e meu tempo livre esteja um pouco raso, consegui realizar algumas leituras "por fora", a maioria contos yey.
Li o conto Equador Morto, de Manuel Alves. Achei muito divertido e interessante. Fiquei curioso com o que poderia acontecer se existisse uma continuação ou com uma possível transformação do conto em um livro completo. A história é sobre uma doença que atinge as pessoas em determinada região do mundo, transformando-as em alguns seres estranhos. Vale a pena dar uma conferida.
Áurea, de William Romanov, foi o segundo conto lido mês passado. Achei bem fraco e mal desenvolvido. Há certos pulos na trama que não fazem sentido e a forma como foi escrito torna a leitura um pouco chata. A história é sobre um grupo de amigos de uma escola, que sofrem com os valentões do colégio, que acabam viajando para um mundo diferente, e descobrem que não são simples crianças.
Outro conto lido, para fechar os contos do mês, foi Dragões de Simir, de Sara Farinha. Não gostei muito, mas tem uma ideia um pouco absurda e que poderia funcionar: seres humanos que se transformam em dragões.
Também tive um tempinho para ler um mangá. O escolhido foi Yu Yu Hakusho #1, de Yoshihiro Togashi. Conta a história de um garoto que é um mal elemento na escola que frequenta e na própria cidade, mas que acaba morrendo ao tentar salvar uma criança. Quando se dá por si, sua morte não era planejada e não há lugar para ele no céu ou no inferno, o que faz com que ele precise tentar voltar à vida novamente. Achei bem divertido e pretendo continuar lendo. Já tinha ouvido falar no anime, mas nunca cheguei a assistir. Pode ser que eu assista no futuro.
Concluí o mês lendo O Temor do Sábio, de Patrick Rothfuss. A continuação de O Nome do Vento é incrível. Muito divertido e interessante. Por vezes me peguei lendo mais do que havia planejado e acabava indo dormir tarde demais. Apesar disso, não consegui concluir a leitura ainda, ficando uma parte para este mês. No leituras do mês de outubro ele voltará a aparecer.

As atualizações ficaram por conta de:
Os Goonies
Atualizações de agosto + atualizações

Então foi isso. Para outubro, além de concluir O Temos do Sábio, pretendo ler alguns livros de terror e iniciar a ler outro livro de minha meta de leitura 2015, o primeiro volume da Trilogia do Mago Negro.
Até a próxima página!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Os Goonies

Tá afim de embarcar numa aventura bacana? Cheia de histórias de piratas, ladrões e com fortes ensinamentos sobre a amizade? Então, Os Goonies é ideal para você!
O livro é uma transformação do filme de Steven Spielberg em texto, onde James Kahn retrara os fatos que se passam na história original. Kahn consegue manter o leitor preso nesta história do início ao fim e, se você já assistiu ao filme, é comum que as cenas sejam revisitadas em sua memória.
A história passa em uma cidadezinha, onde há um conjunto habitacional que "foi hipotecado" e as pessoas não conseguem comprá-los novamente. Uma espécie de clube dos riquinhos, dono das terras onde as casas foram construídas, está retirando todo mundo dali para aumentar seu espaço e melhorar seu clube.
As crianças do lugar, conhecidas como Goonies, começam uma aventura um dia antes de serem despejados, logo após descobrirem um mapa no sótão de uma das casas. A partir daí, o que eles achavam ser apenas uma simples brincadeira, começa a ficar mais perigoso e, o que eles achavam ser um simples mapa, vai se mostrando um verdadeiro caminho para a descoberta de uma das maiores lendas da região.
Durante todo o percurso dos meninos, eles precisam provar seus valores, como coragem e amizade, enquanto precisam resolver situações claustrofóbicas para alguns e assustadoras para outros. Em todos os atos, as crianças revelam-se inteligentes e espertas, mesmo que algumas coisas aconteçam por pura sorte. E todas as personagens são importantes, resolvendo enigmas ou ajudando o grupo de alguma forma.
Descrições e acontecimentos não são muito detalhados, mas isso não prejudica a história, pois temos a sensação de que o tempo não para e, mesmo nos momentos em que os garotos estão tentando resolver alguma situação, essa sensação continua. A história não perde o ritmo.
Intercalei a leitura entre duas edições diferentes: a edição comum e a edição de 30 anos. A diferença entre elas é somente estética, pois o miolo do livro é igual. A edição comum tem capa mole, com a imagem de uma caveira meio dourada e, na contracapa, tem o mapa que os meninos utilizam em sua aventura. A edição de 30 anos, possui capa dura, com o desenho de uma caveira menor, sem mandíbula, em um tom de bege. Essa edição traz o mesmo mapa da edição comum, só que avulso, e os escritos da parte de trás são em dourado. Tanto o trabalho de design quanto de revisão foram bem feitos.
Para quem gosta de aventuras infantis, no estilo de As Crônicas de Nárnia, Os Goonies vai agradar bastante. E é ideal também para quem está começando sua vida de leitor, pois tem uma leitura de fácil compreensão. Recomendo!
Você que já leu ou assistiu ao filme, o que acha d'Os Goonies?
Até a próxima página!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Leituras de Agosto + Atualizações

Olá leitores! Está na hora de mais um leituras do mês. Durante o mês de agosto, estive envolvido em várias coisas e não deu para ler tudo o que eu tinha planejado, mas li algumas coisas bem bacanas e que ganharão um post aqui no blog.
O mês iniciou com Maze Runner - Prova de Fogo, de James Dashner. A continuação de Correr ou Morrer parte do mesmo momento em que o anterior terminou. Aqui acompanhamos o grupo de clareanos enfrentando uma travessia árdua e perigosa, correndo riscos de morte a todo momento, além de contraírem uma terrível doença. Já tem post no blog e o link está na seção das atualizações. Vale a leitura!
Em seguida, resolvi ler Os Goonies, de James Kahn. A história é contada a partir da obra de Steven Spielberg. Já adianto que a leitura é muito bacana e divertida, e é ideal para quem está começando a obter o hábito da leitura. Eu, como grande criança que sou, adorei esta aventura divertidíssima. Como tenho 2 edições do livro - edição especial 30 anos e edição comum - fiz uma mescla da leitura entre eles. Os livros são iguais, com a mesma qualidade, e as diferenças estão na finalização da edição, onde a edição especial é em capa dura e traz um mapa, e a edição comum tem a capa brochura e o mapa está impresso na contra capa. Ambas as edições são lindas! Em breve sairá um post por aqui.
Embarcando nessa onda mais infanto-juvenil, resolvi ler Muncle Trogg - O menor gigante do mundo. É outro livro engraçado e divertido. Ideal para crianças e para quem está começando a pegar gosto pela leitura também. Este livro conta a história dos gigantes pelo ponto de vista deles, onde o feio e estranho é bonito e comum, e os estranhos somos nós! É um livro fininho, com poucas páginas e pode ser lido em uma tarde tranquilamente, então vale a pena ler e se descontrair.
Após estes livros mais fantásticos, resolvi pegar uma literatura mais adulta, mais clássica. O Ateneu, de Raul Pompéia, foi o escolhido. Ganhei este livro de minha irmã há um tempo atrás e fiquei envergonhado de não tê-lo lido ainda. Gostei do livro, com uma história que possui críticas sociais e políticas, mas confesso que foi uma leitura difícil, devido à enxurrada de palavras pouco utilizadas atualmente e a forma da escrita do autor. Apesar disso, recomendo com afinco. Literatura brasileira também tem muita qualidade.
Na mesma época que iniciei a ler O Ateneu, iniciei a leitura de O Temor do Sábio. Enquanto o livro do Pompéia eu carregava para cima e para baixo, O Temor do Sábio ficou reservado às leituras noturnas, geralmente antes de dormir. Principalmente por ser um livro grande e pesado. Ainda estou com a leitura em andamento e espero terminá-lo neste mês de setembro. A qualidade da escrita de Patrick Rothfuss se mantém e o livro é incrível, assim como foi O Nome do Vento.

Ao contrário das leituras realizadas no mês de agosto, as atualizações do blog ficaram um tanto escassas. Saíram os seguintes posts:
Cheguei a ter um feedback bacana do autor de A Imagem, que acabou conhecendo meu blog e até deixou seu comentário no post. Acho esse tipo de atitude de um autor louvável, mesmo que ele não seja um conhecido autor, pois nos aproxima ainda mais de suas obras e aumenta nossa fascinação por este mundo literário. Além do Joel G. Gomes, outros autores também já deixaram suas opiniões aqui no blog, como Oafsum Samun e Rochett Tavares, ambos no post 3 Contos de Horror.

É isso aí galera! Espero que em setembro as leituras sejam tão boas e interessantes quanto as do mês passado foram.
Para me acompanhar nas redes sociais, os links estão no topo do site, à esquerda.
Deixe seu comentário e até a próxima página!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Imagem

Sabe aquele livro que você não sabe se gosta ou não? A Imagem é um desses livros para mim. Após prolongar minha leitura ao máximo, a finalização desse livro me deixou com esse ponto de vista.
É um livro bom, com várias reviravoltas e revelações, tem uma ideia bem interessante e personagens bacaninhas. É necessário prestar muita atenção para não se perder no meio do caminho, e é fácil isso acontecer. Alguns detalhes que não forem pegos, podem deixar muita coisa confusa mais para frente.
Pelo o que o autor nos conta, esse livro é a sequência de uma outra história. Nas palavras do próprio autor, Joel G. Gomes, em entrevista para Os Livros Nossos, resume-se:

"'A Imagem' conta a história de Lucas, um jovem com um passado obscuro, que é obrigado a pactuar com uma série de horrores para que os seus segredos não sejam revelados. É também alguém com uma relação muito próxima com um dos personagens de “Um Cappuccino Vermelho”. O Lucas está preso à sua vida, à sua rotina, até ao dia em que se depara com um imagem surgida da noite para o dia. Imagem essa que só ele vê e que o obriga a colocar a si próprio uma série de questões. Será na sua busca para responder a essas questões que o Lucas irá encontrar uma forma de lidar com o seu passado e, acima de tudo, com o seu presente.
A história do Lucas é a principal, mas está longe de ser a única. Há personagens julgados mortos que reaparecem, há passados alterados, pesadelos que se tornam realidade, etc. Existe um vasto rol de personagens, cada um com a sua história, com os seus objectivos, e as linhas vão se cruzando, vão se convergindo até ao grande final.

Com o desenrolar da trama, somos apresentados à diversos personagens aparentemente sem ligação. Aos poucos, o autor vai dando liga à eles enquanto vão ganhando destaque e importância. É um emaranhado de relações e acontecimentos que, às vezes, ficamos sem fôlego! Há muita informação e muitas histórias sendo contadas, e todas elas são importantes de certa forma.
O maior defeito deste livro é a sua revisão gramatical, que ajuda a confundir o leitor. Não sei se a escrita de Portugal é muito diferente da brasileira, mas senti que muitas coisas me pareceram escritas de forma errada. Talvez o trabalho de revisão poderia ter sido melhor.
Apesar de não saber se gosto ou não do livro, achei bacana, pois me surpreendi em vários momentos. É um suspense policial que mescla elementos fantasiosos e tem um clima bem interessante. Foi bem bacana ser pego de surpresa e ler coisas que eu não esperava. Foi uma leitura agradável e interessante.
Quando encontrei este livro, estava gratuito no Kobo, se alguém se interessar, pode dar uma procurada lá.
Até a próxima página!

domingo, 9 de agosto de 2015

Maze Runner - Prova de Fogo

Passado mais de 1 ano após ler Correr ou Morrer, resolvi ler a continuação. Por mais que eu tivesse gostado do primeiro livro, não quis saber o que vinha após o labirinto. Depois de assistir ao filme, fiquei mais sem vontade de continuar essa saga, mas, um dia desses, me veio a vontade de saber o que aguardava os Clareanos.
Prova de Fogo inicia exatamente de onde terminou o livro anterior, então temos uma linearidade da história. Assim como antes, Thomas é o protagonista e somos apresentados às situações pelo seu ponto de vista. Somos Thomas mais uma vez.
Como todo mundo deve esperar, os experimentos do CRUEL não se limitavam ao labirinto e agora há uma nova fase a ser executada. Os garotos devem atravessar um deserto, uma cidade, sobreviver aos perigos e chegar ao Refúgio Seguro. Só que todos estes ambientes são bastante peculiares. Conforme avançamos na leitura, vamos descobrindo o que aconteceu com o mundo, vamos conhecendo um pouco mais sobre o CRUEL e ficamos à parte do que acontece com as pessoas infectadas com o Fulgor. Através dos sonhos de Thomas, também conhecemos mais da relação dele e de Teresa com os responsáveis pelo labirinto e por esta nova fase que devem completar.
Durante a trajetória do grupo, acontecem alguns fatos que impactam no rumo das coisas e vivenciamos alguns momentos bem interessantes, como a passagem pelos túneis da cidade. Também há vários fatores que são inseridos para testar ainda mais os sobreviventes do labirinto.
Alguns momentos não foram bem aproveitados e tinham um potencial enorme para gerar ótimos momentos claustrofóbicos e assustadores. Também, alguns elementos não foram bem explorados e se tornaram descartáveis, como o caso dos Cranks. Outras situações pareceram que foram colocadas só para preencher lacunas e acabaram ficando sem graça. Estou torcendo para que estas coisas sejam tratadas nos próximos livros, pois pareceram importantes e foram deixadas meio que de lado.
Neste livro, alguns problemas passados se repetiram, como a parca revisão e a divergência de informações que o autor nos dá. Ainda não entendi o número de clareanos que passaram pela clareira, mesmo isto sendo comentado novamente.
A motivação de tudo o que acontece aos personagens ainda não ficou muito claro, e passa ao leitor que essas coisas não tem lógica nem porquê de acontecerem. Só engolimos aquilo tudo porque, a partir do próximo livro, parece, veja bem, parece, que as coisas vão começar a ficar mais claras e entenderemos os reais motivos que incentivaram esses testes e o porque de serem feitos de tais formas. O epílogo do livro deixa isso no ar, então podemos confiar que saberemos mais sobre o CRUEL no terceiro volume.
No geral, achei um livro razoável, a história não me atraiu tanto, mas teve bons momentos. Infelizmente, o autor deixou de explorar melhor seus elementos e tornar, assim, a trama mais atraente e divertida. Pelo menos sua escrita continuou simples e fácil, tornando a leitura rápida e fluída.
O que você achou do segundo livro da série Maze Runner? Deixe seu comentário :)
Até a próxima página!!

Veja o post sobre The Maze Runner: Correr ou Morrer.

*Imagens retiradas da internet.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Leituras de Julho + Atualizações

Passamos o período de férias escolares. Para quem não estuda mais, a rotina continuou a mesma, que é o meu caso. Dentre tantas coisas para se fazer durante as férias, a leitura é uma das mais relaxantes, ideal para descansar o corpo enquanto exercita a mente. O tempo para exercitar é relativo, e mesmo que em poucas doses, sempre faz bem.
Julho foi o mês que tirei para fazer outras coisas além de ler ou jogar videogame (outra atividade que pratico bastante), mas me comprometi em terminar leituras que me eram necessárias.
Resolvi dar cabo da leitura de O Hobbit, de JRR Tolkien. Queria ler há muito tempo, logo que havia terminado O Senhor dos Anéis, mas a preguiça e a insegurança se iria gostar da leitura, me fizeram postergar ao máximo. Até que chegou o momento que vi que tinha que ler e encarar o fato. A surpresa foi muito boa, pois a leitura se mostrou ótima e muito fluída. Concluí a leitura em poucos dias. Recomendo muito.
Com a alegria em ler O Hobbit, resolvi continuar pelas aventuras da Terra Média e peguei Os Filhos de Húrin para ler. Infelizmente, a história não foi tão divertida quanto O Hobbit, mas é bem interessante, pois nos mostra uma outra era da história do mundo fantástico criado por Tolkien.
Fechei o mês concluindo a leitura de A Imagem, de Joel G. Gomes. É uma leitura complicada, pois tem muitas reviravoltas e, até quase seu final, é difícil entender o que está acontecendo. Tem muitos personagens e muitas histórias que se relacionam. Apesar da sensação de estar perdido na trama, as coisas começam a fazer sentido e tudo fica bem interessante.

Abaixo, os posts que foram ao ar no último mês:

Em julho, também, comemoramos o aniversário do blog, que completou seu 1º aniversário! Obrigado, mais uma vez, pela parceria e pelas visitas. Até a próxima página!
diHITT - Notícias