domingo, 9 de agosto de 2015

Maze Runner - Prova de Fogo

Passado mais de 1 ano após ler Correr ou Morrer, resolvi ler a continuação. Por mais que eu tivesse gostado do primeiro livro, não quis saber o que vinha após o labirinto. Depois de assistir ao filme, fiquei mais sem vontade de continuar essa saga, mas, um dia desses, me veio a vontade de saber o que aguardava os Clareanos.
Prova de Fogo inicia exatamente de onde terminou o livro anterior, então temos uma linearidade da história. Assim como antes, Thomas é o protagonista e somos apresentados às situações pelo seu ponto de vista. Somos Thomas mais uma vez.
Como todo mundo deve esperar, os experimentos do CRUEL não se limitavam ao labirinto e agora há uma nova fase a ser executada. Os garotos devem atravessar um deserto, uma cidade, sobreviver aos perigos e chegar ao Refúgio Seguro. Só que todos estes ambientes são bastante peculiares. Conforme avançamos na leitura, vamos descobrindo o que aconteceu com o mundo, vamos conhecendo um pouco mais sobre o CRUEL e ficamos à parte do que acontece com as pessoas infectadas com o Fulgor. Através dos sonhos de Thomas, também conhecemos mais da relação dele e de Teresa com os responsáveis pelo labirinto e por esta nova fase que devem completar.
Durante a trajetória do grupo, acontecem alguns fatos que impactam no rumo das coisas e vivenciamos alguns momentos bem interessantes, como a passagem pelos túneis da cidade. Também há vários fatores que são inseridos para testar ainda mais os sobreviventes do labirinto.
Alguns momentos não foram bem aproveitados e tinham um potencial enorme para gerar ótimos momentos claustrofóbicos e assustadores. Também, alguns elementos não foram bem explorados e se tornaram descartáveis, como o caso dos Cranks. Outras situações pareceram que foram colocadas só para preencher lacunas e acabaram ficando sem graça. Estou torcendo para que estas coisas sejam tratadas nos próximos livros, pois pareceram importantes e foram deixadas meio que de lado.
Neste livro, alguns problemas passados se repetiram, como a parca revisão e a divergência de informações que o autor nos dá. Ainda não entendi o número de clareanos que passaram pela clareira, mesmo isto sendo comentado novamente.
A motivação de tudo o que acontece aos personagens ainda não ficou muito claro, e passa ao leitor que essas coisas não tem lógica nem porquê de acontecerem. Só engolimos aquilo tudo porque, a partir do próximo livro, parece, veja bem, parece, que as coisas vão começar a ficar mais claras e entenderemos os reais motivos que incentivaram esses testes e o porque de serem feitos de tais formas. O epílogo do livro deixa isso no ar, então podemos confiar que saberemos mais sobre o CRUEL no terceiro volume.
No geral, achei um livro razoável, a história não me atraiu tanto, mas teve bons momentos. Infelizmente, o autor deixou de explorar melhor seus elementos e tornar, assim, a trama mais atraente e divertida. Pelo menos sua escrita continuou simples e fácil, tornando a leitura rápida e fluída.
O que você achou do segundo livro da série Maze Runner? Deixe seu comentário :)
Até a próxima página!!

Veja o post sobre The Maze Runner: Correr ou Morrer.

*Imagens retiradas da internet.

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