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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Infinity Ring: Um Motim no Tempo

Infinity Ring é uma série de livros infanto-juvenis que nasceu com a ideia de fazer com que os livros fossem escritos por pessoas diferentes a cada volume. O projeto, encabeçado por James Dashner (Maze Runner), possui 8 volumes e o primeiro livro, Um Motim no Tempo, foi escrito pelo próprio James Dashner.

Sera e Dak são duas crianças com, aproximadamente, 10 ou 11 anos de idade e vivem em um mundo distópico, onde existe uma organização chamada SQ que comanda praticamente tudo no mundo. Os dois amigos estudam na mesma escola e são apaixonados por física e história. Para eles, qualquer projeto científico ou descobertas históricas são as melhores coisas do mundo. Sera é um prodígio da física e Dak é um admirador e conhecedor impulsivo da história, sempre em busca de livros antigos e conhecer mais do passado.
Em uma excursão da escola, um passeio ao museu da cidade ao qual eles estavam muito ansiosos, acabam presenciando um terremoto que destrói o lugar. O que era um lugar de muito interesse para eles, se torna um cenário de destruição ao acontecer um terremoto, e a culpa disso é da SQ, supõem eles, causadora das fraturas. Estas fraturas são acontecimentos históricos que foram trapaceados para mudar o curso natural das coisas, como, por exemplo, Cristóvão Colombo não ter descoberto a América. E essas fraturas eram orquestradas minuciosamente para que os fatos fossem alterados e beneficiassem alguém. O resultado desses atos são catástrofes climáticas, um mundo controlado pela SQ e as reminiscências, que são como memórias ou visões doloridas de uma vida que alguém deveria ter vivido. Porém, ninguém pode contestar a SQ, que sempre dá um jeito de resolver seus problemas de formas suspeitas.
Em uma tarde fatídica, em que os pais de Dak, dois cientistas que estão trabalhando em um artefato estranho, estão viajando e acabam deixando a chave do laboratório fora do cofre de segurança, Dak e Sera entram no lugar e descobrem o Anel do Tempo. Esse artefato permite a viagem pelo espaço-tempo e é a única coisa que pode possibilitar o concerto das fraturas do mundo.
Nesse cenário, Dak e Sera acabam se envolvendo em uma missão para impedir que uma fratura seja criada. Tudo o que eles precisam são o Anel do Tempo, resolver um enigma para encontrar a data e o local onde precisam estar e tomar cuidado com os guardiões to tempo, ou seja, os capangas da SQ.

A trama é bem desenvolvida e interessante, com personagens carismáticos e espertos. Apesar de serem crianças, os protagonistas conseguem ser mais inteligentes que a grande maioria nos assuntos físicos e históricos. As lacunas são preenchidas com informações relevantes para a história e fazem desta aventura uma experiência divertida.
Além disso, o livro ensina alguns acontecimentos históricos, utilizados de forma contraditória com a realidade devido às fraturas, mas que, ao serem concertadas, coincidem com a realidade.
Outro ponto interessante é a história deste mundo distópico, que está diferente devido às intervenções de uma organização. Esses fatos alterados da história ajudam a criar um ambiente curioso e levanta a questão "E se as coisas tivessem acontecido diferente?". Nesse mesmo aspecto, a possibilidade de concertar essas mudanças, o leitor é levado a se questionar sobre o que faria de diferente se tivesse a oportunidade e se estaria disposto a arriscar a alteração do presente e futuro modificando algo do passado.
As reminiscências fazem uma analogia com a realidade de algumas pessoas, talvez a maioria delas, que pensam que deveriam ter feito outras escolhas e deveriam estar passando por um momento diferente. Esses elementos do livro servem como um incentivo à tentar reverter as coisas que foram feitas de outro jeito e mudar as coisas como estão agora. Causa um sentimento de inspiração a tentar melhorar as coisas, mesmo que não se possa voltar no passado, mas resolvendo as coisas que estão acontecendo no presente.
É um bom livro, de leitura rápida e recomendado para quem gosta de aventuras infanto-juvenis.
Boa leitura e até a próxima página!

domingo, 9 de agosto de 2015

Maze Runner - Prova de Fogo


Passado mais de 1 ano após ler Correr ou Morrer, resolvi ler a continuação. Por mais que eu tivesse gostado do primeiro livro, não quis saber o que vinha após o labirinto. Depois de assistir ao filme, fiquei mais sem vontade de continuar essa saga, mas, um dia desses, me veio a vontade de saber o que aguardava os Clareanos.
Prova de Fogo inicia exatamente de onde terminou o livro anterior, então temos uma linearidade da história. Assim como antes, Thomas é o protagonista e somos apresentados às situações pelo seu ponto de vista. Somos Thomas mais uma vez.
Como todo mundo deve esperar, os experimentos do CRUEL não se limitavam ao labirinto e agora há uma nova fase a ser executada. Os garotos devem atravessar um deserto, uma cidade, sobreviver aos perigos e chegar ao Refúgio Seguro. Só que todos estes ambientes são bastante peculiares. Conforme avançamos na leitura, vamos descobrindo o que aconteceu com o mundo, vamos conhecendo um pouco mais sobre o CRUEL e ficamos à parte do que acontece com as pessoas infectadas com o Fulgor. Através dos sonhos de Thomas, também conhecemos mais da relação dele e de Teresa com os responsáveis pelo labirinto e por esta nova fase que devem completar.
Durante a trajetória do grupo, acontecem alguns fatos que impactam no rumo das coisas e vivenciamos alguns momentos bem interessantes, como a passagem pelos túneis da cidade. Também há vários fatores que são inseridos para testar ainda mais os sobreviventes do labirinto.
Alguns momentos não foram bem aproveitados e tinham um potencial enorme para gerar ótimos momentos claustrofóbicos e assustadores. Também, alguns elementos não foram bem explorados e se tornaram descartáveis, como o caso dos Cranks. Outras situações pareceram que foram colocadas só para preencher lacunas e acabaram ficando sem graça. Estou torcendo para que estas coisas sejam tratadas nos próximos livros, pois pareceram importantes e foram deixadas meio que de lado.
Neste livro, alguns problemas passados se repetiram, como a parca revisão e a divergência de informações que o autor nos dá. Ainda não entendi o número de clareanos que passaram pela clareira, mesmo isto sendo comentado novamente.
A motivação de tudo o que acontece aos personagens ainda não ficou muito claro, e passa ao leitor que essas coisas não tem lógica nem porquê de acontecerem. Só engolimos aquilo tudo porque, a partir do próximo livro, parece, veja bem, parece, que as coisas vão começar a ficar mais claras e entenderemos os reais motivos que incentivaram esses testes e o porque de serem feitos de tais formas. O epílogo do livro deixa isso no ar, então podemos confiar que saberemos mais sobre o CRUEL no terceiro volume.
No geral, achei um livro razoável, a história não me atraiu tanto, mas teve bons momentos. Infelizmente, o autor deixou de explorar melhor seus elementos e tornar, assim, a trama mais atraente e divertida. Pelo menos sua escrita continuou simples e fácil, tornando a leitura rápida e fluída.
O que você achou do segundo livro da série Maze Runner? Deixe seu comentário :)
Até a próxima página!!

Veja o post sobre The Maze Runner: Correr ou Morrer.

*Imagens retiradas da internet.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

The Maze Runner - Correr ou Morrer (atualizado)

Olá!
O primeiro texto do Paginando e de cara falo de The Maze Runner, que tal? Acho que estou começando bem :P
Pois é, entrei no hype e resolvi falar deste livro que foi adaptado e está chegando às telonas! Na verdade conheci a série no início deste ano, quando muito material sobre o filme estava sendo liberado e praticamente todos os sites e blogs que falam de livros e filmes comentavam sobre.
Após conhecer um pouco resolvi ler o primeiro volume. Comprei em março, se não me engano, porém ele ficou guardado na minha prateleira por um tempo… Até que resolvi passá-lo na frente de um monte de livros empoeirados.