sábado, 21 de fevereiro de 2015

Convergente - mais do mesmo

A conclusão da trilogia Divergente me soou como "mais do mesmo", porém trouxe coisas novas, que foram muito bem vindas, possibilitando uma boa leitura.

Em Convergente, a Chicago está sob as mãos dos sem-facção, porém acabou por se tornar um lugar muito rígido. O vídeo de Edith Prior revelou um fato inusitado e misterioso, o que deixou os sem-facção com raiva. Nesse ambiente tão hostil quanto antes, surge um grupo rebelde formado pelas pessoas que não estão felizes com a atual situação e resolvem se arriscar em descobrir o que há fora dos limites da cidade.
Ao saírem de Chicago, se deparam com um centro de pesquisas, onde são recebidos de braços abertos. Mas o que o centro de pesquisas faz, e fez, somado à divisão da sociedade em "Genes Puros" e "Genes Defeituosos", deixa o grupo meio desconfiado e disposto a uma nova rebelião.

O livro inicia do ponto final do livro anterior, Insurgente, mas logo nos primeiros capítulos percebemos uma mudança: a história é contada pelo ponto de vista de 2 personagens. Tris e Four são os protagonistas que emprestam suas experiências para contar Convergente. Eu, particularmente, achei essa sacada muito boa, pois permitiu que soubéssemos o que estaria acontecendo em outros lugares, além de nos aprofundarmos em outro personagem.
Tris deixou sua loucura de lado, mas continua com seu instinto de liderança, rebeldia e revolução. Ela mostra-se mais madura e sem os conflitos que a deixavam propensa a suicídio. Four, é apresentado como um cara bastante temeroso e rancoroso. Por mais que soubéssemos sua história através dos livros anteriores, é neste que conseguimos sentir o que ele realmente é. É neste livro que vemos ele como um personagem mais complexo, conflitante.
As relações de ambos com os demais personagens não são muito explorados. Com exceção do relacionamento de Tris e Caleb, que está muito ruim. O tratamento da desconfiança e traição foi bem desenvolvida.
A história de outros personagens também são um pouco explorados, como da mãe de Tris. E é uma história bastante interessante, movida pela esperança de dias melhores e também pelo amor. É a partir da história dela, que sabemos que a família Prior também não era tão adepta aos costumes de sua facção.
Durante toda a primeira parte do livro, somos conduzidos pela narrativa da fuga de Chicago e o estabelecimento do grupo no centro de pesquisa. Já na segunda metade, começam as suspeitas e descobertas. É aí que se torna mais do mesmo.
A rebeldia, a vontade de salvar quem ama, uma nova batalha em prol da mesma motivação dos livros anteriores, acaba por deixar a experiência meio que sem a sensação de novidade. Não estou dizendo que não gostei, apenas que perdeu o aspecto de"novidade" apresentado na primeira metade do livro, para se tornar a mesma coisa que os outros livros são.
O final foi surpreendente, apesar da divisão em capítulos dar esta dica desde o início da história. Só achei que foi meio forçado. Uma coisa poderia ter sido feito diferente, o que deixaria Tris mais humana e menos "super soldado".
Gostei da minha edição, mas ela continha alguns erros, o que não encontrei nos outros livros. Adoro a capa. Foi um boa leitura e fiquei satisfeito.

Qual a sua opinião a respeito do livro?
Até a próxima página!

*Imagens retiradas da internet.

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